Esse blog surgiu do desejo de compartilhar as informações, angústias, descobertas e maravilhas da maternidade. Porque quando nosso filhote vem com uma coisa nova queremos mais é contar pro mundo e quando o bicho pega nada melhor do que ouvir de outra mãe "isso é normal".
Minhas companheiras de blog, Uli e Carol andam abandonando esse espaço (devem estar correndo atrás dos meninos que não páram quietos). Enquanto elas não voltam vou usar esse espaço para minha terapia do sono. Da falta dele na verdade.
Anita tem um ano e dois meses e ainda hoje (como grande parte das crianças que eu conheço) ainda acorda de madrugada para procurar o colo quentinho da mamãe. No nosso caso, o peitinho da mamãe, já que ela ainda mama e se eu não ofereço o peito ela fica com a boquinha aberta no ar... ai meu deus chega dá uma dor (apesar de ser lindinho). Claro que nesse processo foram muitas as noites em que me bateu um profundo desespero de achar que nunca mais vou conseguir dormir 5 horas consecutivas, tiveram noites de extremo cansaço, em que eu achava que iria sucumbir (de onde tiramos forças, afinal)?
Os chás que já tentei: camomila (dou até banho com esse), erva-doce, cidreira, mulungu, maracujá....
No processo de auxiliar minha filha a conquistar autonomia no sono algumas coisas nunca me passaram pela cabeça: desmamar ou dar mingau para ela "sustentar o sono". Eu não acredito nisso. O que faz ela acordar não é fome, tenho certeza. Não sendo fome, o peito é o melhor lugar para aplacar esse desejo ou mesmo falta. Bom, no meu limiar do cansaço vou aguentando. Fiquei pensando que perto dos dois anos é seguro que ela comece a dormir a noite toda. Depois disso teria a vida inteira de noites bem dormidas... Mas pensando bem, aos três anos tem a escola, depois vem o desfralde, a linguagem, novos desafios que farão com que ela busque sua mãe de dia e de noite.
Acordada uma madrugada dessas lembrei de uma episódio da minha adolescência. Alta madrugada, eu na casa de uma amiga numa festinha quando toca o telefone da casa com minha mãe desesperada do outro lado (na época o normal era adolescente não ter celular). O fato dela ter ligado para casa da minha amiga me fez lembrar que eu não tinha avisado que não voltaria para casa logo depois da aula. Se ela não sabia onde eu estava, devia ter ligado para mais meia dúzia de mães de meus colegas para me localizar. Corri de volta para casa.
Quando cheguei encontrei minha mãe no portão e nem bem desci do carro ela me agarrou em abraços, agradecendo aos céus o fato de estar tudo bem comigo. O que ela sentiu naquela noite enquanto me procurava ainda é um mistério para mim.
Pensar que minha filha continuará tirando meu sono vida afora não me conforta muito, mas vou aproveitar bem enquanto o mais distante que ela vai é até a porta de casa, porque essa ela ainda não consegue abrir.
6 comentários:
Que surpresa, acho que vou reativar o blog. Anita tá muito linda e que natureza boa, nem chora muito. Bjs
Oi! de Novo!!
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espero a sua Participação!
Bjokas*
meninas....que legal isso aqui....tenile passou pelo movimento continuo e acabei seguindo o rastro dela....
recado para tenile: pizarnik é demmmaisss!!!!! amo amo! Pois fique a vontade por la viu.
beijoca.
fau
Muito legal o seu blog, adorei os textos.
Quando tiver um tempinho vai me visitar:
hojesouassimepronto.blogspot.com
hey your blog design is very nice, clean and fresh and with updated content, make people feel peace and I always like browsing your site.
- Norman
Ai, amiga, boa lembrança essa sua, dizem que nunca mais dormiremos o sono dos justos...rss..ian que está desfraldando ainda me faz levantar umas 2 vezes para coloca-lo pra fazer xixi...bj
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